
1930: A CRÍTICA E O MODERNISMO
AMÉRICA LATINA EM SUA LITERATURA
ARAWETE – OS DEUSES CANIBAIS
ARQUEOLOGIA DA VIOLÊNCIA
ARTES PLÁSTICAS NA SEMANA DE 22
BLAISE CENDRARS NO BRASIL E OS MODERNISTAS
BRASIL – Da Antropofagia a Brasília
BRAZILIAN POPULAR MUSIC AND GLOBALIZATION
BRUTALITY GARDEN – Tropicália and the emergence of a brazilian counterculture
COBRA DE VIDRO
CONSUMING GRIEF: Compassionate Cannibalism in an Amazonian Society
CORRESPONDÊNCIA DE MÁRIO DE ANDRADE & MANUEL BANDEIRA
CORRESPONDÊNCIA DE MÁRIO DE ANDRADE & TARSILA DO AMARAL
A CULTURA POPULAR NA IDADE MÉDIA E NO RENASCIMENTO – O contexto de François Rabelais
A DIVINA COMÉDIA DOS MUTANTES
ENSAIOS (3 volumes)
ENVIE MEU DICIONÁRIO
A ERA DOS FESTIVAIS
A ESTRUTURA AUSENTE
FLAVIO DE CARVALHO – O Performático Precoce
FOLHA EXPLICA CAETANO VELOSO
FOLHA EXPLICA MACUNAÍMA
FOLHA EXPLICA ZÉ CELSO MARTINEZ CORREA
GALÁXIAS
A INVENÇÃO DE HÉLIO OITICICA
MARIA ANTONIETA D’ALKIMIN E OSWALD DE ANDRADE: MARCO ZERO
METALINGUAGEM & OUTRAS METAS
A METÁFORA CRÍTICA
MITOLOGIA DO KAOS
MOVIMENTOS MODERNISTAS NO BRASIL (1922-1928)
OSWALD CANIBAL
PAGU VIDA E OBRA
POESIA CONCRETA BRASILEIRA
PRIMEIRO ATO: CADERNOS, DEPOIMENTOS, ENTREVISTAS (1958-1974)
A PROSA VANGUARDISTA NA LITERATURA BRASILEIRA: OSWALD DE ANDRADE
REVISTA DE ANTROPOFAGIA – 1ª E 2ª DENTIÇÕES – 1928-1929
O SALÃO E A SELVA
SEM RECEITA – Ensaios e Canções
SEVEN FACES – Brazilian Poetry Since Modernism
SOBRE O SACRIFÍCIO
O SALÃO E A SELVA
A SOCIEDADE CONTRA O ESTADO
TABU E TOTEM
TARSILA: SUA OBRA SEU TEMPO
TEATRO OFICINA - OFICINA THEATER (1980-1984)
TROPICÁLIA
TROPICÁLIA: A REVOLUTION IN BRAZILIAN CULTURE
TROPICALISTA LENTA LUTA
1930: A CRÍTICA E O MODERNISMOMarco da nossa crítica literária, este livro investiga a passagem do “projeto estético” modernista dos anos 1920 ao “projeto ideológico” dos anos 1930. Enfocando os textos críticos de Agripino Grieco, Tristão de Athayde, Mário de Andrade e Octavio de Faria, o autor produziu um ensaio exemplar, que se move com extrema acuidade, seja no âmbito abrangente da história literária, seja no universo reduzido de cada obra.
AMÉRICA LATINA EM SUA LITERATURADois enfoques fundamentais serviram de lume para os ensaios aqui reunidos: a) considerar a América Latina como um todo integrado pelas atuais formações político-nacionais; b) considerar a região a partir de sua contemporaneidade remontando ao passado, isso sim, quando seja necessário para compreender o presente. Com base em tais parâmetros que são os de um levantamento de auto-reconhecimento e não simplesmente os de uma fixação puramente objetiva de características e aspectos vistos à luz da crítica, alguns dos principais críticos e autores latino-americanos como Antônio Houaiss, Emir Rodrígues Monegal, Ramón Xirau, Severo Sarduy, Fernando Alegría, Haroldo de Campos, Antônio Cândido, Lezama Lima e outros, compuseram este quadro no qual se preocupa salientar a presença da América Latina em sua Literatura, ou seja, não propriamente a sua cultura em si, estilos, evolução, inventário de obras realizadas, mas a própria América Latina em ou através dessas manifestações culturais.
ARAWETE – OS DEUSES CANIBAISA primeira análise em profundidade da vida social, política e religiosa de um povo Tupi-Guarani contemporâneo: os Araweté do médio Xingu (Pará). O autor viveu onze meses entre eles; aprendendo sua língua e participando de seu cotidiano, tentou apreender as questões que fundam a cosmologia, a filosofia social e a concepção da pessoa humana subjacentes a esta cultura, uma das poucas que segue resistindo com inteireza à ação civilizatória da Amazônia. Este trabalho foi premiado como a melhor tese de doutorado no I Concurso de Teses Universitárias e Obras Científicas promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs).
ARQUEOLOGIA DA VIOLÊNCIAReunião dos últimos escritos de Clastres, interrompidos por sua morte prematura em 1977, num acidente de carro. Estes ensaios de antropologia política, escritos com extrema liberdade, reformulam a idéia de dominação nas sociedades ditas primitivas e fundamentam-se na teoria da "servidão voluntária" de La Boétie para realizar uma crítica incisiva da violência na sociedade ocidental. O autor define etnocídio, critica a antropologia marxista, antecipa a denúncia do massacre dos Yanomami na Amazônia e retoma a discussão sobre a origem do poder nas sociedades indígenas da América do Sul. Assim, sua etnologia eleva-se à esfera da filosofia política: o autor surpreende e encanta, evocando Conrad e Montesquieu, relatos de viagem, a mitologia americana, Freud, Hobbes e Rousseau, em doze ensaios de prosa refinada, erudita e coloquial.
Seu pensamento avança para muito além do heroísmo, da utopia e da ingenuidade, carregando os signos de um momento muito peculiar da cultura cívica libertária (anti-stalinista e pós-marxista). Do mesmo autor, nesta editora, veja A Sociedade contra o Estado.
ARTES PLÁSTICAS NA SEMANA DE 22Publicada pela primeira vez em 1970, esta obra, ricamente ilustrada, chega à sua 5ª edição, revista e ampliada, com atualização bibliográfica e acréscimo, no apêndice, de dois textos de época inéditos em livro. Referência obrigatória no estudo da história da arte brasileira, expõe o contexto que fez da Semana um divisor de águas no nosso panorama cultural.
BLAISE CENDRARS NO BRASIL E OS MODERNISTASNesta nova edição, revista e ampliada, a historiadora e crítica de arte Aracy Amaral examina detalhadamente – e de forma pioneira – as relações do poeta suíço-francês Blaise Cendrars com os modernistas no Brasil. O livro aborda, entre outros fatos, o encontro de Cendrars com o grupo brasileiro em 1923, em Paris, a vinda do poeta ao Brasil no ano seguinte e as marcas que essa visita causou tanto em Cendrars como em Mário, Oswald de Andrade, Tarsila, Paulo Prado e outros.
BRASIL – Da Antropofagia a BrasíliaUma superprodução cultural e gráfica, o catálogo acompanhou mostra homônima no Instituto Valenciano de Arte Moderna (Espanha) em 2000/01 e no Museu de Arte Brasileira da Faap, em São Paulo, 2002. Com pesquisas e textos inéditos de sete professores-curadores em diversas disciplinas, o volume assume contornos de obra de consulta e referência para estudos de cultura brasileira na primeira metade do século XX.
A partir da Semana de Arte Moderna de 1922 e do Movimento Antropofágico, analisam-se as principais obras e questões culturais do período 1920-1950. A seção de Literatura ficou a cargo do curador-geral, Jorge Schwartz; Annateresa Fabris ocupou-se de Artes Visuais; Jean-Claude Bernardet de Cinema; José Miguel Wisnik de Música; Carlos A. Ferreira Martins de Arquitetura e Urbanismo; Rubens Fernandes Jr. e Jorge Schwartz de Fotografia; e Carlos Augusto Calil se encarregou da curadoria Presenças estrangeiras.
O catálogo inclui apêndice com os principais documentos e manifestos culturais brasileiros do período.
Brazilian Popular Music and Globalization
BRUTALITY GARDEN – Tropicália and the emergence of a brazilian counterculture
COBRA DE VIDROCom Sérgio Buarque de Holanda, os estudos histórico-culturais, no Brasil, tomaram um novo rumo, e suas interpretações do universo brasileiro são, hoje, fundamentais nos debates críticos e nas vias da auto-identificação de uma consciência nacional. Entretanto, embora parte integrante do mesmo trabalho, o que é menos conhecido, talvez porque o próprio autor tenha de algum modo relegado este à margem de sua obra, é a sua valiosa atuação na crítica literária. É verdade que uma primeira coletânea veio a público há mais de três décadas. Entretanto, lateralmente e posteriormente a fecunda atividade de Sérgio Buarque de Holanda neste campo não cessou, havendo uma constante contribuição sua na imprensa brasileira de textos da maior importância, que ora aparecem em boa parte coletados e reeditados nesta segunda edição de Cobra de Vidro.
CONSUMING GRIEF: Compassionate Cannibalism in an Amazonian SocietyO livro é um estudo sobre a comunidade indígena Wari e seus rituais de antropofagia funerária, que foram praticados até a década de 1960.
CORRESPONDÊNCIA DE MÁRIO DE ANDRADE & MANUEL BANDEIRASobre a numerosa correspondência de Mário de Andrade, disse Antonio Candido: “Encherá volumes e será porventura o maior movimento do gênero, em língua portuguesa: terá devotos fervorosos e apenas ela permitirá uma vista completa de sua obra e do seu espírito”. Lacrada até julho de 1997, a pedido de Mário, a parte mais significativa dessa correspondência começa a ser revelada nesta edição que dá conta da fértil comunicação, ao longo de três décadas, entre dois dos maiores nomes da literatura brasileira.
CORRESPONDÊNCIA DE MÁRIO DE ANDRADE & TARSILA DO AMARALUltrapassando as fronteiras da amizade, as cartas trocadas por Mário de Andrade e Tarsila do Amaral oferecem ao leitor um contato direto com algumas das questões mais candentes que impulsionaram os artistas do período. Mostram o interesse pela atualidade das tendências artísticas internacionais, aliado à preocupação com a cultura brasileira, além de revelar detalhes dos processos de criação de dois dos maiores nomes do modernismo brasileiro. O volume inclui uma série de notas explicativas e a análise material dos manuscritos ao final de cada texto, cronologia, caderno de fotos e reproduções de diversos outros documentos, entre eles catálogos de exposições de Tarsila no período modernista.
A CULTURA POPULAR NA IDADE MÉDIA E NO RENASCIMENTO – O contexto de François Rabelais
A DIVINA COMÉDIA DOS MUTANTESDois anos de pesquisa e 200 entrevistas deram ao autor o material necessário para recompor a trajetória da mais original banda de rock brasileira, desde a sua criação, em 1966, até a dissolução, em 1978. Um detalhado retrato de época.
ENSAIOS (3 volumes)Foram publicados pela primeira vez em 1580. Em um dos capítulos mais conhecidos, “Dos Canibais”, Montaigne relata os costumes de certas comunidades de índios do Brasil e seus rituais de canibalismo.
ENVIE MEU DICIONÁRIOAs cartas de Leminski (1944-1989) a Bonvicino formam um retrato da poesia brasileira dos anos 1970 aos 80. A obra traz apresentação de Júlio Castañon Guimarães, ensaios de Boris Schnaiderman, Carlos Ávila e do próprio Régis, além de ensaio biográfico de Tarso M. de Melo.
A ERA DOS FESTIVAISO jornalista e crítico Zuza Homem de Mello conta a história e os bastidores dos principais festivais de música brasileira entre 1960 e 1972 – eventos que revelaram os maiores nomes da MPB, como Elis Regina, Nara Leão, Caetano, Gil e Chico Buarque, entre muitos outros. Testemunha ocular dos fatos, o autor aborda também os embates entre política e estética, acirrados a partir do golpe militar de 1964.
A ESTRUTURA AUSENTENinguém discute que a comunicação lingüística ou um texto em Morse sejam mensagem, dado seu caráter natural, analógico ou espontâneo. Mas como encarar os fatos culturais cujo fim primeiro não parece ser a comunicação, tal como um garfo, uma casa, um sistema de relações sociais? É a pergunta a que este livro procura responder, com um largo exame – sobretudo das comunicações visuais, da arquitetura, bem como do problema epistemológico das "estruturas" – do que é e do sentido que pode ter uma pesquisa semiológica, isto é, uma pesquisa que considere todos os fenômenos da cultura como fatos de comunicação, para os quais as mensagens isoladas organizam-se e tornam-se compreensíveis em referência a códigos.
FLAVIO DE CARVALHO – O Performático Precoce
FOLHA EXPLICA CAETANO VELOSOCaetano Veloso é, certamente, uma das mais 'inexplicáveis' personalidades brasileiras. Não apenas por ser um artista polêmico e camaleônico, cuja força sempre esteve na capacidade de escapar às interpretações convencionais, mas também por se tratar de alguém que não cansou de se auto-explicar ao longo dos seus quarenta anos de vida artística (iniciada em 1965), a ponto de parecer esgotar tudo o que de novo se poderia dizer a seu respeito. Ao mesmo tempo, continua a atrair para si a atenção de um público imenso – dentro e fora do país –, mantendo-se como um foco de controvérsias a exigir sempre novas explicações. Mais um volume da série 'Folha Explica', 'Caetano Veloso', de Guilherme Wisnik, ainda traz uma cronologia do compositor detalhada e sua completa discografia.
FOLHA EXPLICA MACUNAÍMAO livro apresenta a obra Macunaína, de Mário de Andrade, que conta a vida do herói sem nenhum caráter, personagem que sintetiza o "homem brasileiro" e comenta em detalhes cada capítulo do livro, analisando todos os mitos e lendas que Mário adaptou do folclore indígena, africano e europeu, além de discutir os desdobramentos de Macunaíma na cultura brasileira
FOLHA EXPLICA ZÉ CELSO MARTINEZ CORREAA obra apresenta e discute a obra de um dos mais importantes diretores do teatro brasileiro, José Celso Martinez Corrêa. Traça um perfil do encenador e ator e explica, de modo claro e informativo, a sua importância para a cultura brasileira
GALÁXIASEscritas ao longo de treze anos (1963-1976), as 'Galáxias' de Haroldo de Campo mantém pulsante, em cada sílaba, sua centelha poética. Em suas páginas, a expressão 'universo da linguagem' adquire sentido próprio, tal a radiância de suas constelações verbais. Vinte anos após a primeira edição integral (1984), esta obra - a que Caetano Veloso referiu-se como 'proesia' - retorna ao público revista e acompanhada de cd, no qual o autor registrou passagens centrais de sua viagem pela língua e pela literatura.
A INVENÇÃO DE HÉLIO OITICICASituando-se no cruzamento de duas linhas da modernidade – o construtivismo e a arte de Duchamp – o trabalho de Hélio Oiticica passou pela pintura concreta, estruturas espaciais neoconcretas, objetos, manifestações ambientais, experimentações audiovisuais e proposições comportamentais. Celso Favaretto reconstrói a trajetória desse artista eminentemente experimental, explicitando o desenvolvimento coerente de suas propostas e de sua prática artística e o significado de sua intervenção crítica nos domínios da vanguarda brasileira dos anos de 50 a 70, levantando questões que continuam atuais.
MARIA ANTONIETA D’ALKIMIN E OSWALD DE ANDRADE: MARCO ZEROOs organizadores reúnem textos, fotos, correspondências e dedicatórias para mostrar os últimos quatorze anos da vida de Oswald de Andrade, período em que viveu o romance com Maria Antonieta D'Alkimin, sua última esposa. A história desta relação é contada neste livro, que apresenta facetas familiares e domésticas da vida do escritor modernista. Além do conteúdo, traz descrição dos documentos apresentados, alguns representados em fac-símile, muitos inéditos.
METALINGUAGEM & OUTRAS METASReunião dos principais ensaios do autor dedicados à literatura brasileira e diversos outros trabalhos de reflexão sobre teoria literária, semiótica e poética da tradução; balanços das obras de Bense, Barthes, Sergio Buarque de Holanda, bem como excursos sobre a prática textual do autor, sobre a “razão antropofágica” e sobre as relações poesia-música, sob o signo antinormativo da invenção e da leitura revisional.
A METÁFORA CRÍTICAA noção de presentificação no poema não exclui a de representação. João Alexandre Barbosa, em um exame de diferentes processos literários, teóricos e práticos, desfaz definitivamente, apoiado na noção de metáfora, esse mal-entendido. Para o autor, a metáfora não deve ser vista como simples integrante de um repertório de figuras vazias e sim incorporada ao esforço humano de constituição do real. No poema, porém, esta constituição se realiza como oposição, ou seja, coloca em xeque a validade do próprio mundo como representação. Assim a penetração correta na natureza da metáfora orienta a totalidade do procedimento crítico para o vórtice da especificidade poética, simultaneamente aberta e fechada ao mundo, transitiva e intransitiva. Mallarmé pela óptica de Valéry, o Modernismo de 22, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, João Cabral, são os temas escolhidos pelo autor, o dado literário concreto onde se imprime a marca de um pensamento crítico novo.
MITOLOGIA DO KAOSEdição luxuosa da obra literária de Jorge Mautner – Mitologia do Kaos – em caixa de três volumes. O primeiro volume traz a Trilogia do Kaos, escrita na década de 1960 e composta pelos livros “Deus da chuva e da morte” (vencedor do Prêmio Jabuti de 1963), “Kaos” e “Narciso em tarde cinza”; o segundo volume reúne os outros oito livros publicados pelo autor, acrescidos do inédito “Floresta verde-esmeralda”; e o terceiro volume, “Trajetória do Kaos”, é uma reunião de entrevistas, depoimentos e textos esparsos do autor, editados em forma de revista e com uma rica iconografia a quatro cores, que se encerra com uma entrevista inédita feita por Caetano Veloso. A caixa traz ainda de brinde um CD inédito com cinco canções do autor, parceiro, entre outros, de Gilberto Gil e Caetano Veloso, gravadas especialmente para este projeto.
MOVIMENTOS MODERNISTAS NO BRASIL (1922-1928)O escritor Raul Bopp, que participou com Oswald de Andrade da Revista de Antropofagia, escreve sobre os "bastidores" da movimentação cultural brasileira no período.
OSWALD CANIBALQue Benedito Nunes é um dos principais “pontas de lança” da moderna crítica brasileira é hoje um fato amplamente reconhecido e comprovado por suas numerosas e importantes contribuições, quer no campo filosófico-estético, quer no literário-artístico. Por isso não é de surpreender que se possa afirmar plenamente que o presente estudo traz uma visão primordial para compreensão do pensamento de Oswald de Andrade. Nele, Benedito Nunes defende o caráter específico da “antropofagia” oswaldiana, como um ensaio de crítica virulenta, que atinge ao mesmo tempo, visando a desmistificação da história escrita, a sociedade patriarcal a que esta deu nascimento, antecipado intuitivamente toda dialética do momento final do Modernismo brasileiro. Oswald Canibal torna transparente a afirmação de seu Autor, segundo a qual “há coerência na loucura antropofágica e sentido no não-senso de Oswald de Andrade”..
POESIA CONCRETA BRASILEIRAO movimento da poesia concreta, surgido em meados dos anos de 1950 no Brasil, a obra e a trajetória de seus principais integrantes são os temas abordados neste livro de Gonzalo Aguilar. O autor analisa a atuação do grupo de vanguarda formado por Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos e sua produção poética e crítica, consideradas no contexto do modernismo que predominou, com diferentes matizes, no panorama internacional. Interessa ao autor “compreender como as vanguardas criavam um lugar poderoso de produção de sentido que não estava relacionado exclusivamente à escritura, e sim aos processos de recepção, negociação, manipulação e exibição”.
PRIMEIRO ATO: CADERNOS, DEPOIMENTOS, ENTREVISTAS (1958-1974)Tudo o que está aí nós nos perguntamos cada dia. Você poderia fazê-lo e é por isso que estamos arriscando tanto. Você sabe o que é desbunde? Você já saiu do caminho certo? Você sabe qual é o caminho certo? Nós não queremos voltar a ele, sabe? Estamos entre um sim e um não reais. Ou lobotomizam todos os cérebros, ou vamos juntos procurar novos caminhos. Se não se quiser novos e arriscados caminhos, não vamos poder ficar sós, vamos ter que nos lobotomizar. Faremos uma peça cultural com muito ritmo, muito senso, você nos dará todos os prêmios e regressaremos em família ao vazio, à seriedade etc. Mas nem você vai gostar. Você vai precisar dessa nossa imagem arrebentada de exército de Brancaleone.
Zé Celso Martinez Corrêa.
De todas as posturas imagináveis, a de vítima, a do sacrificado que sofre da injustiça ou em nome do ideal, foi a que Zé Celso sempre recusou encenar. Mesmo na pior das situações, em 1974, quando ele escreve S.O.S., em que explicitamente ele pede ajuda, ele não espera compaixão. Mais do que um apelo desesperado, S.O.S. ("sozinhos") é um convite urgente a um projeto de luta, de união, de reafirmação da nossa humanidade. Aviso de que o mundo é a reinventar, mais do que a justiça restabelecer: "Eu tenho a declarar que a consciência que nasce no teatro é a consciência de gestação de uma nova humanidade".
Ana Helena Camargo de Staal
A PROSA VANGUARDISTA NA LITERATURA BRASILEIRA: OSWALD DE ANDRADEKenneth David Jackson, professor do Departamento de Espanhol e Português da Universidade do Texas em Austin, defendeu em 1972, sob a orientação do saudoso Jorge de Sena, uma tese de doutoramento intitulada Vanguardist prose in Oswald de Andrade. Dois capítulos dessa tese, devotados à análise do Miramar e do Serafim oswaldianos, precedidos de uma introdução sobre o problema da prosa de vanguarda, constituem a matéria do presente livro. Além de crítico ágil e arguto no plano interpretativo, o autor (em colaboração com Alberto Bork) é responsável pela criativa transposição do Serafim Ponte Grande para o inglês.
REVISTA DE ANTROPOFAGIA – 1ª E 2ª DENTIÇÕES – 1928-1929A edição que reúne as duas primeiras dentições da revista conta com um introdução escrita por Augusto de Campos, que pode ser lida aqui.
O SALÃO E A SELVAUma biografia ilustrada de Oswald de Andrade.
SEM RECEITA – Ensaios e CançõesA música de José Miguel Wisnik, como sua poesia, realiza de modo novo o cruzamento de erudito e popular, que define complexa e fecundamente a cultura brasileira. Seus ensaios são expressão de uma outra arte, igualmente original, em que a literatura e a música impõem suas demandas e acolhem as respostas de um leitor devotado à compreensão do lugar onde se vive. Sem Receita reúne seus principais ensaios, com uma generosa seleção de letras e uma longa entrevista.
SEVEN FACES – Brazilian Poetry Since Modernism
SOBRE O SACRIFÍCIODois dos maiores nomes da sociologia francesa da virada do século XIX para o XX, especialistas na história das religiões, examinam a natureza e a função social do sacrifício nas mais diversas culturas. Eles se opõem a trabalhos de seus contemporâneos, que se deixavam levar por explicações históricas simples e comparações incertas, e propõem nova estratégia: estudar fatos tomados de textos sânscritos e da Bíblia, cujos corpos de doutrinas circunscrevem-se a uma época determinada, documentos diretos, escritos na língua e pelos atores dos ritos praticados. Embora as formas do sacrifício sejam muito diversas, todas têm o mesmo núcleo. Desmontar e descrever o mecanismo do ritual, baseado no exemplo o ritual animal védico, é a maneira de atingir e desvendar seu traço de unidade.
A SOCIEDADE CONTRA O ESTADOEsta coletânea de onze artigos publicados entre 1962 e 1974 por Pierre Clastres (1934-77) constitui um dos mais importantes trabalhos de antropologia política já divulgados. A obra reflete uma reviravolta nas ciências humanas, propiciada nos anos 60 por autores franceses como Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault e Gilles Deleuze. Clastres critica a Razão política ocidental, aferrada em noções de dominação e subordinação, e afirma que a sociedade civil pode prescindir da figura do Estado. Para demonstrar essa tese audaz, o autor analisa a experiência de povos indígenas da América do Sul.
TARSILA: SUA OBRA SEU TEMPOEste livro estabeleceu novo padrão para as pesquisas de artes plásticas em nosso país, ao estudar a trajetória de Tarsila sob o prisma da obra e de seu tempo, permitindo ao mesmo tempo melhor entendimento do modernismo brasileiro. Para sua pesquisa, contou com os depoimentos da própria artista, contribuindo para que documentos e testemunhos materiais que permaneciam no fundo das gavetas ou na memória dos participantes viessem a público. O livro é um ponto de partida exemplar para a o desenvolvimento de novas pesquisas sobre a arte brasileira no século XX.
TEATRO OFICINA - OFICINA THEATER (1980-1984)Depois do Sturm und Drang (da tempestade do ardor irresistível), o que vai acontecer? O Oficina não é o portal da Catedral de Colônia do fim do Século XVIII, mas é o marco importante de um caminho difícil. A tempestade destrói. É preciso reformular e reconstruir. Do ponto de vista da arquitetura, o Oficina vai procurar a verdadeira significação do teatro. - sua estrutura Física e Tactil, sua Não-Abstração - que o diferencia profundamente do cinema e da tevê, permitindo ao mesmo tempo o uso total desses meios. Em termos de arquitetura, A Tempestade destruiu tudo e o Oficina vai agir de novo. Na base da maior simplicidade e da maior atenção aos meios científicos da comunicação contemporânea. É tudo. Olhar eletronicamente sentados numa cadeira de igreja.
TROPICÁLIACarlos Calado conta a trajetória do movimento que mudou a MPB por meio de uma abrangente reconstituição histórica baseada em entrevistas, farta pesquisa em arquivos e material iconográfico em grande parte inédito.
TROPICÁLIA: A REVOLUTION IN BRAZILIAN CULTUREMais do que o catálogo de Tropicália: uma revolução cultural no Brasil - exposição com itinerância internacional montada pelo Museu de Artes Contemporâneas de Chicago, com curadoria de Carlos Basualdo -, este livro apresenta um panorama da cultura brasileira no período entre 1967 e 1972, incluindo as áreas de artes plásticas, música, cinema, arquitetura, teatro, design gráfico e moda. A obra tem vocação para tornar-se uma referência sobre o movimento brasileiro Tropicália, contemporâneo dos movimentos artísticos de ruptura que irromperam no mundo inteiro nos anos 60 e 70. Com uma seleção de textos históricos, imagens e ensaios de reflexão sobre o período, traz contribuições de especialistas nas diversas áreas da cultura brasileira, produzidas especialmente para o volume. Entre outros, podem ser lidos ensaios de Ivana Bentes, Celso Favaretto, Flora Süssekind, Christopher Dunn e Hermano Vianna, além do texto introdutório do curador Carlos Basualdo. A seleção de textos históricos compreende desde textos e manifestos que, embora escritos anteriormente ao período compreendido, compartilham com o Tropicalismo o espírito crítico em relação à cultura brasileira, como o "Manifesto antropofágico", de Oswald de Andrade, "Vivência do Morro do Quieto", de Hélio Oiticica, e "Cultura e não cultura", de Lina Bo Bardi, até a seção que foi chamada, no livro, "Vozes da Tropicália", com os textos fundadores ou mais diretamente ligados ao movimento, como "O Rei da Vela: Manifesto do Oficina", de José Celso Martinez Corrêa, "A cruzada tropicalista", de Nelson Motta e "Tropicália", de Hélio Oiticica, entre outros. A última parte desta seleção traz textos que interpretam ou fazem um balanço do tropicalismo, alguns mais aderentes, outros mais críticos, porém que ainda guardam o calor do momento, como é o caso de "A explosão de Alegria, alegria", de Augusto de Campos, "Tropicalismo, antropologia, mito, ideograma", de Glauber Rocha, "Cultura e política", de Roberto Schwartz e "Que pensa você do teatro brasileiro", de Augusto Boal. A obra inclui uma cronologia do movimento, estabelecida por Basualdo.
TROPICALISTA LENTA LUTADocumento completo sobre a vida e carreira de Tom Zé - desde a infância em Irará, onde teve os primeiros contatos com a música, até sua consagração internacional como um dos maiores artistas da música brasileira; fotos, letras e discografia recheiam o obra Tropicalista Lenta Luta é aberto por um inédito texto autobiográfico, e também apresenta, na seção "Textos Recolhidos", artigos escritos para jornais e revistas sobre temas como literatura ("As Quatro Paredes de Franz Kafka"), política ("Querido Presidente Lula"), São Paulo ("Aniversário de São Paulo") O volume traz ainda uma entrevista com Tom Zé realizada por Arthur Nestrovski e Luiz Tatit, na qual o músico fala sobre música, família, ditadura militar, infância e assuntos polêmicos como a Tropicália.